segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Amamentação

Quando ainda estava grávida, fui fazer um curso sobre os cuidados com o bebê no GAMA. Nem imaginava o quanto ia se falar de amamentação, mas achei bem interessante, a professora explicou sobre a importância da pega, entre outras coisas. Achei que sabia tudo.

Quando o Gael nasceu, pegou o peito na primeira tentativa, e fui tudo maravilhoso. Algumas rachaduras, mas nada insuportável. Logo na primeira semana fomos na pediatra, que falou que o intervalo entre as mamadas deveria ser de uma hora e meia a três horas, a contar do início da mamada. Eu tava contando do fim da mamada! Tudo bem, passamos a fazer dessa maneira, e o Gael passava muito tempo mamando. O máximo que eu aguentei foi uma hora e meia sem intervalo. Nessa época, qualquer choro já achávamos que era fome. Nem sempre era fome... mas tudo bem.

Na segunda semana, descobri que estava com uma infecção na cicatriz da cesárea, e tive que tomar antibiótico. A GO falou que eu deveria interromper a amamentação, pois o antibiótico que eu precisava tomar era muito forte e podia passar para o leite. Fiquei arrasada! Conforme a orientação da pediatra - para quem liguei chorando - me falou para dar leite artificial durante o período em que estivesse tomando o antibiótico. Aluguei uma bomba elétrica e tirava o leite para manter a produção para que o Gael pudesse voltar a mamar no peito assim que eu parasse com o remédio. Tudo voltou ao normal depois do remédio, ele pegou o peito novamente, o que foi uma vitória. Apesar de me tranquilizar, a pediatra tinha medo que ele não voltasse a pegar o peito depois disso - só me contou depois, claro!

Por volta do segundo mês, já tínhamos nos entendido. Eu aprendi que ele precisava mamar todo o leite de um peito para depois passar para o outro para garantir que tomasse o leite "gordo". (um parêntesis: do leite que o bebê toma 90% é produzido na hora, o resto é a gordura que fica acumulada, e só sai no final da mamada). Ainda nessa época, eu ficava de olho no relógio: deixava mamar 30 minutos de cada lado, para garantir que estivesse tomando o tal leite "gordo".

Porém, quando o Gael estava mais ou menos com dois meses e meio, ele começou a chorar no meio da mamada. Chupava um pouco e parava, virava de lado e chorava. Mamava mais um pouco e chorava mais. Isso foi piorando, até que comecei a ficar preocupada. Fui na pediatra e constatei que ele estava ganhando bem menos peso que no começo, então tentei tirar o leite que sobrava e dar na mamadeira. Não deu certo, pois sobrava muito pouco leite. Depois de pensar muito - elaborar vária teorias do porquê ele não queria mamar, e achando que ele estava passando fome, comecei a complementar com leite artificial - não sem muito sofrimento e desespero (meus). Fiquei muito frustrada, me sentindo mal por não conseguir suprir a necessidade dele.

No começo ele mamava no peito, e quando ficava nervoso eu partia para a mamadeira. Foi assim por um mês, mais ou menos. Mas eu continuava inconformada, e procurando informações na internet descobri um grupo de discussão sobre amamentação (Matrice). Me inscrevi, contei meu problema e a única dica que me deram foi de deixar ele mamar em livre demanda. Não botei nenhuma fé, pois tinha na cabeça que ele precisava seguir uma rotina rígida de mamar, brincar e dormir, conforme o livro da Encantadora de Bebês. Continuei então com a mamadeira.

Pela lista de discussão da Matrice descobri que estavam precisando de mães com problema na amamentação dos filhos para a filmagem de um vídeo educacional. Me ofereci, e a Dani B. veio em casa filmar o Gael mamando (e fazendo escândalo). Foi legal, pois além de me dar algumas dicas de tentar outras posições, ela me incentivou a apostar novamente na amaentação e não me conformar em dar mamadeira. Nessa epóca eu amamentava somente de manhã, e dava mamadeira com LM ou LA o resto do dia. Também descobri pela lista que existia a "Crise dos Três Meses", quando o bebê passa a mamar com mais eficiência e muito mais rápido, e precisa de mais leite. Nosso corpo demora um pouco em se ajustar à nova necessidade, e por isso o escândalo e a choradeira.

Então resolvi chamar uma consultora em amamentação. Liguei para a Márcia G., que me explicou como deveria fazer para a relactação. Comprei o relactador, tirei leite e tentei fazer com que o gael mamasse meu peito com a sonda. Não deu certo, ele já tava muito grande e perceu que tinha alguma coisa estranha. Tentava puxar a sonda, enfim, foi uma bagunça.

Algum tempo depois, resolvi ir em uma reunião da Matrice no GAMA. Foi muito bom, a Ana B. e a Rosângela me tranquilizaram muito, e disseram que o escândalo era normal e que eu tinha que ter paciência. Voltei a insistir mais com a amamentação, agora em livre demanda, até que um dia, o Gael recusou a mamadeira. Que felicidade, voltei a amamentar exclusivamente!

Mas a felicidade não durou muito. Algum tempo depois, percebi que ele estava ficando com fome, que o meu leite não era suficiente e bateu a insegurança. Voltei a dar mamadeira. Estou nessa agora, mas lutando para voltar à amamentação exclusiva. Aluguei outra bomba, dessa vez dupla e mais potente, e estou tirando leite após todas as mamadas, com o objetivo de aumentar minha produção.

Na minha ignorância de mãe de primeira viagem, nem sabia que existia gente que não amamentava, muito menos que existiam problemas com a amamentação. Acho que tem muitas coisas que eu podia ter feito diferente, entre elas - a mais importante - era ter começado com a livre demanda, pois a produção de leite estaria mais adequada às necessidades do Gael desde o começo. Mas aprendi a lição, já estou me informando bastante sobre a próxima fase, que é a Introdução dos Alimentos, para fazer tudo certinho!

sábado, 17 de outubro de 2009

Despedida

- Oi chefe
- Oi, tudo bem?
- Tudo bem.
- E o bebê
- Ta ótimo, deixei no berçário, mas não estou gostando muito não...já estou pensando em trocar....
- Ah, legal.
- Então, eu vou sentar no mesmo lugar?
- Ahn, vamos descer para conversar numa sala de reunião?
- Ta bom

(desço as escadas atrás da chefe)

- E aí, ele dá muito trabalho?
- Que nada, super tranqüilo...
- Então, você sabe que houve uma reestruturação no departamento, né?
- Sei, as meninas me contaram...
- Então, nós decidimos te desligar.

(pausa, olhar fundo nos olhos da chefe)

- Ah, chefe, você não sabe como eu estou feliz!

(cara perplexa da chefe)

- Que bom então.
- Ah, eu ia pedir demissão em dezembro, mas assim é bem melhor, vou receber uma grana! Estou pensando em trabalhar em casa.
- Vê se consegue fazer umas plantas para a Incorporação, eles pagam super bem!
- Ah, legal, boa idéia, vou falar mesmo. Se precisar de alguma coisa pode falar, desde que eu não tenha que cobrar prazo, posso fazer alguma compatibilização.
- Ta bom, se precisar eu te falo. Vou chamar a moça do RH

(A chefe fala com ela pelo telefone)

- Então, eu vi uma escola de natação super legal, acho que agora vou tirar o Gael do berçário e colocar ele na natação
- Ah, minha filha fez na Manoel dos Santos e adorava
- É essa mesmo, fui lá ver uma aula e adorei
- Vale muito a pena, põe ele lá sim!

(chega a moça do RH)

- Assina aqui e aqui
- Só isso?
- Você vai nesse endereço fazer o exame demissional e depois volta aqui para assinar a rescisão do contrato e me traz o exame e a carteira de trabalho.
- Ta bom. Que maravilha!

(saímos da sala)

- Você quer se despedir do pessoal?
- Não, não. Vou lá no berçário pegar o Gael, depois falo com as minhas “amigas”.
- Ta bom, boa sorte então.
- ‘Brigada
- Tchau
- Tchau

E foram felizes para sempre!

sábado, 3 de outubro de 2009

Aprendi com a maternidade

ser menos pontual
toda vez que vamos sair eu descubro que esqueci alguma coisa ou que o Gael fez cocô e tem que trocar a fralda....

rever minhas prioridades
o tempo livre ficou muito mais curto, então toda hora tenho que redefinir prioridades

me organizar melhor
sempre fui super atrapalhada, agora tenho que ser mais organizada para deixar tudo o que for necessário a mão - em geral só tenho uma livre...

pensar mais antes de agir
tudo tem que ser muito planejado, uma simples saída precisa ser programada com antecedência de modo a não esquecer nada... mesmo assim sempre esqueço alguma coisa

comer alimentos mais saudáveis
me informei mais sobre alimentação, e aos poucos estou tentando mudar nossa alimentação, procurando comer mais alimentos orgânicos e menos produtos industrializados...

dirigir com mais calma
não dá mais para ser agressiva no trânsito...

ter mais paciência
meu tempo é do Gael

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Resfriado

Ontem o Gael acordou com o nariz entupido, tadinho. É o primeiro resfriado dele, então acho que ele se desesperou com o nariz entupido e chorou inconsolável. Essa noite dormiu conosco na cama, mas no bebê conforto.

Pesadelo recorrente

Sonhei de novo que o Gael já caminhava! Dessa vez ele descia do berço e saia andando... o resto do sonho já não lembro.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Descoberta dos pezinhos

Essa semana o Gael descobriu seus pés. Com um pouco de ajuda antes de tomar banho, mas agora só que saber de tentar comer os pés!

Foto no flickr:
http://www.flickr.com/photos/gaelcrucesteles/3964079366/

Pesadelo

Mãe neurótica....sonhei que o Gael de repente começava a andar, sem nem aprender a engatinhar. Acho que é porque ele adora ficar em pé, quando os pés dele tocam alguma superfície ele logo fica empinadinho, e eu estava pensando se isso faria bem ou não pra ele...Voltando ao pesadelo: então o Gael ia pro meio da rua (era no terreno na frente do retorno da Eliseu para o shopping Butantã), e eu o perdia. Minha mãe estava na calçada do outro lado da rua, e se jogava no chão chorando. E eu chamando o Gael, desesperada! Acordei com essa sensação horrível e fui no quarto dele. Eram 5:40 da manhã. Ele estava acordando. Peguei-o e levei-o para minha cama, onde o amamentei...acordamos calmamente às 8 horas.... Viva a licença maternidade!